Um Olhar Crônico Esportivo

Um espaço para textos e comentários sobre esportes.

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quinta-feira, março 27, 2008

Ouvindo Márcio Braga


Gostaria de sentar e conversar com o presidente do Flamengo, o Sr. Márcio Braga, sem câmeras e microfones. Quando umas e outros estão presentes fico com a impressão que o presidente do Flamengo só fala com elas e eles.

Apesar de algumas críticas à sua gestão, confesso duas coisas: a primeira, eu gosto dele, não o enxergo com feições demoníacas ou algo parecido. A segunda, por nada desse mundo eu gostaria de estar em seu lugar. Em condições normais de pressão e temperatura já seria difícil administrar uma instituição como o Flamengo, mas nessa conjuntura em que vive o clube há muitos anos, com uma dívida monstruosa e sempre correndo atrás de recursos, lutando a maior parte do tempo para manter viva a instituição... É até difícil imaginar.

Ontem ele entrevistado no Arena Sportv. Falou bastante, foi interessante, mas, se não fosse pelas câmeras e microfones teria sido melhor. Destaco dois pontos mais importantes e que merecem reflexão: a existência dos campeonatos estaduais tais como são hoje, o que implica em discutir o calendário, e um velho problema: a gestão do futebol profissional praticado por grandes clubes por meio das federações e confederação.



Campeonato Carioca e demais Estaduais

MB diz que toda vez que o Flamengo entra em campo contra Madureira, Cardoso Moreira e outras equipes pequenas, sem atração, perde dinheiro. Como mandante – e pela fórmula desse ano o clube é sempre mandante – tem que garantir uma cota mínima de R$ 40.000,00 – valor que muitas vezes não é proporcionado pela bilheteria líquida. Portanto, literalmente, o clube paga para jogar. O presidente do CRF diz, e concordo com ele, que é preciso reduzir o número de jogos deficitários, ou até mesmo eliminá-los, pois isso já daria uma aliviada no caixa dos clubes. Ele gostaria de um Carioca bem curto, com poucos times – acha 16 equipes um absurdo, pois o estado do Rio de Janeiro não tem essa quantidade de clubes em condições de disputar uma 1ª divisão profissional – e aproveitando as datas de sobra para jogar o Rio/São Paulo, competição que parece morar em seu coração, pois falou dela várias no decorrer da entrevista. Como lembraram os participantes do programa, Alberto Helena Jr., principalmente, o Estadual e o Rio/São Paulo em forma de copas poderiam ser jogados em três meses, permitindo aos clubes fazer uma pré-temporada digna desse nome, com pelo menos 30 a 40 dias antes de começar uma competição.

Complicando ainda mais, a renda líquida dos jogos do estadual carioca é diminuída por taxas diversas, como, por exemplo, a que é cobrada pela Federação do Rio de Janeiro que era de 5% e passou para 10% da renda bruta. Isso levou a conversa para outro tema, o da estrutura do futebol no Brasil.



Federação x Liga: o jogo que não existe

Ao ouvir o presidente do Flamengo reclamar seguidamente da Federação, da estrutura, do calendário, do número de times num simples estadual e muito mais, uma pergunta surge com naturalidade, ainda mais quando o entrevistado diz, e sua biografia mostra, que está há 30 anos no futebol e nada conseguiu mudar.

- Presidente, por que os clubes não mudam tudo isso?

E a conversa dá uma ligeira esquentada. MB diz que é impossível mudar sozinho, em primeiro lugar. Diz que a culpa é dos próprios clubes, omissos e divididos. Reclama que no Rio de Janeiro só tem apoio do Botafogo (brigamos muito dentro de campo, “às vezes até dá choro”, mas somos unidos fora dele) e do América, e sequer conseguiram mudar a federação depois dos graves fatos que foram denunciados. No plano nacional, apesar do namoro, quase noivado, com o Corinthians, o diálogo maior se dá com o São Paulo, já há alguns anos.

É levantada a questão do voto unitário nas federações – o que faz o voto do Flamengo ter o mesmo peso que o do Cardoso Moreira (na verdade, pelo que sei, há um ligeiro peso maior para os grandes clubes, mas nada que altere a lei da gravidade – nota do Editor) – e com o fato agravante de clubes amadores votarem e, por incrível que pareça, nada menos que 93 ligas. Segundo Alberto Helena, essa estrutura e promiscuidade faz com que o futebol continue dando aos grandes clubes uma função filantrópica, permitindo aos donos do poder formal manter uma política assistencialista em troca de votos.

Então, por que não se cria uma Liga?

A conversa aborda a questão da criação do Clube dos 13, e a intenção de que ele fosse uma Liga Nacional, nos moldes das que existem na Europa, onde as federações nacionais cuidam das seleções e algumas questões burocráticas, cabendo às Ligas a organização e administração dos campeonatos. A falta de união entre os clubes volta a ser a vilã, com cada um defendendo interesses próprios sem pensar no coletivo (a esse respeito, o ex-presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, tem falado várias vezes, como já relatou esse Olhar Crônico Esportivo anteriormente, pregando a disputa dentro do campo e a união fora dele).

Para MB, uma Liga profissional daria condições bem melhores aos clubes. No que diz respeito ao Campeonato Brasileiro, por exemplo, ele acredita que apenas 32 clubes devem fazer parte da elite, divididos em duas divisões, com 16 clubes em cada uma e acesso e descenso todo ano.

Márcio Braga ainda conta que, em seus 30 anos de futebol, nunca participou de uma reunião na CBF para discutir a razão de ser de tudo isso, o futebol brasileiro. O mesmo acontece nas federações. Reuniões existem apenas para acerto de tabelas e outras questões burocráticas, nada para discutir linhas de atuação, perspectivas futuras, etc.

Infelizmente, com certeza pela curta duração do programa, o tema não foi aprofundado.



Faltou responder...

Numa conversa como essa, e dado o caráter do Arena Sportv de relativa liberdade e informalidade, os temas desviam com bastante freqüência, enriquecendo a conversa, sem dúvida, mas também deixando-a pobre, ao não aprofundar nenhum ponto levantado, e muitos foram levantados só de passagem. O Olhar Crônico Esportivo levanta alguns deles e faz seu próprio questionamento.

Calendário:

- Nem o presidente, nem algum dos entrevistadores, falou do óbvio: não seria melhor adequar nosso calendário ao europeu?

- E quando falaram das datas que uma mudança traria, ninguém falou das oportunidades perdidas pelos grandes clubes brasileiros, que não conseguem jogar no exterior por falta de datas.

Mercado de trabalho:

- O presidente do Flamengo relatou sua conversa com Platini, que teria, segundo ele, demonstrado espanto e reclamado do número de jogadores brasileiros registrados na UEFA, nada menos que mil por ano (esse número, na verdade, é de brasileiros com transações registradas na FIFA), e enveredou, no que não foi contestado e sim apoiado, pelo caminho fácil da crítica à evasão de valores. Não lhe foi perguntado, e ninguém tampouco explicou, o que fazer com esses mil jovens que deixam o Brasil em busca de trabalho. O Flamengo contrataria quantos? E os demais clubes, contratariam quantos? – lembrando que para o presidente apenas 32 clubes, quando muito, estão capacitados a disputarem a primeira e segunda divisões do futebol profissional

Os números, sempre eles...

- O presidente falou de números bonitos, segundo os quais o Flamengo tem 33 milhões de torcedores, o Corinthians 23 milhões e o São Paulo 15 milhões, de acordo com a pesquisa Datafolha. Ora, mas como é possível falar seriamente em marketing com números incorretos como esses? Onde cada um deles é quase o dobro do número real de acordo com a mesma pesquisa que o presidente usa? Curiosamente, os jornalistas presentes, todos experientes e conhecedores do mundo da bola, em nenhum momento questionaram esses números gigantescos.

Um programa como esse, de excelente qualidade, diga-se, vale pelo que é dito e também pelo que não é dito. Márcio Braga falou de outros assuntos, como a altitude (pouparei os leitores, até porque seu embasamento deu-se no “altíssimo risco de vida para os atletas”), a venda do futebol brasileiro para o exterior, o contrato com a Nike, entre outros. Destaquei os que foram, na minha opinião, mais importantes e que também, e não por coincidência, tomaram mais tempo do programa. Outros temas também foram e são importantes, mas não houve aprofundamento.



Em tempo: hoje, MB conversará sobre a Timemania com o Vice-Presidente de Loterias da CEF. Para os clubes a arrecadação está muito baixa e alguma providência precisa ser tomada para aumentar os valores. Para os técnicos da Caixa – e esse blogueiro concorda com eles – a arrecadação está normal e deverá aumentar paulatinamente. Ah, sim, o nome do VP da CEF: Moreira Franco. Apenas por curiosidade, claro.

Bom dia a todos.


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15 Comments:

  • At 9:40 AM, Blogger Rod Molina said…

    Bom dia, amigo.

    Eu tinha certeza que você estava assistindo a entrevista e escreveria alguma coisa depois.

    Quando soube que o Marcio estaria no Arena, dei uma fugidinha do trabalho e fui para casa -que fica a poucas quadras- para assistir.

    Emerson, o Marcio é uma pessoa extremamente inteligente, apesar de ser muito "vedete", pois adora câmeras e holofotes como vv bem observou.

    Em um outro post aqui do OCE, nosso amigo Ronaldo Derly, fez algumas críticas ao MB e ao KL, que foram educadamente contestadas por vc.

    Tenho algumas restrições tanto ao MB quanto ao KL. Ao MB.

    Ao Marcio, porque parece que quando ele era criança, não conheceu a "fábula da cigarra e da formiga". Deixou passar o tempo das vacas gordas do clube nos anos 80, e não construiu um estádio e nem o CT. Agora, com o crescimento da cidade, será quase que impossível viabilizar a construção de um estádio na Gávea. Os impecilhos são muitos: trânsito complicado na região, relutância dos moradores vizinhos, falta de grana, e outros. 20 anos atrás seria muito mais fácil. Não sei se vc conhece a área aonde fica nosso clube aqui no Rio, mas é uma das mais nobres da cidade, assim como o Morumbi em SP. Imagina se tivéssemos um Estádio na beira da linda Lagoa Rodrigo de Freitas...Quanto valeria este patrimônio? Agora já era.

    O Kleber, quando foi presidente, transformou o clube em um balcão de negócios, um verdadeiro entreposto de compra e venda de jogadores.

    Mas concordando com sua resposta ao Ronaldo derly, os dois vêm fazendo uma boa administração nesta atual gestão. O Márcio cuidando de questões maiores de interesse do clube como um todo, e o Kleber com um belíssimo trabalho à frente do futebol.

    No tocante à questão da altitude, não é novidade pra vc que temos opiniões distintas. Na 1ªvez em que vc visitou o FAIR PLAY, deixaste lá um comentário dizendo que uma vez que eu sou um praticante de escaladas eu deveria saber que a altitude não representa um risco de vida para os atletas -não é o que pensam os MÉDICOS da FIFA. Mas sobre futebol-altitude-escalada, se o amigo tiver um tempinho, dê uma lida nessa matéria aqui:

    http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/0,,MUL362720-4274,00.html

    Para terminar, lhe digo que fico impressionado como você sendo paulista e são-paulino tem uma visão tão nítida sobre um clube que não é de sua cidade, apesar de ter muitos torcedores por aí. Posso dizer com segurança, que você sabe, entende e conhece muito do Flamengo e de sua administração.

    Um abraço,
    Rod

     
  • At 9:49 AM, Blogger ronaldo derly said…

    fala emerson,ia postar algo a respei
    to mas o rod parece que adivinhou o
    queria escrever,então vou explicar a
    minha restrição aos dois citados,o
    MB porque acho que perdeu um pouco
    da tesão que teve no seu primeiro man
    dato,até porque era muito bem assesso
    rado na época,e o KL porque como disse o rod fez do mengão um balcão
    de negócios,acho incrivel o flamengo
    não aproveitar sua marca como deveria
    uma pena realmente,um abraço.

     
  • At 11:53 AM, Blogger Vinícius said…

    Caro Emerson, sei que nada tem a ver com o post, mas gostaria de lhe fazer uma sugestão (na verdade, um pedido rs):

    seria possível vc fazer um post comentando o novo plano de marketing do SPFC? Li sobre algumas iniciativas, desde a consolidação da parceria com a Warner, com lançamento inclusive de um game p/ celular, até a inauguração de lojas em shoppings centers (com possibilidade de uma loa no interior), a loja itinerante nos jogos, o camarote Raí, etc.

    Gostaria de saber um pouco mais, pois pelo que entendi, tudo faz parte de um grande plano de marketing do SPFC, cujo objetivo maior é fazer de nossa torcida a maior do país.

    Enfim, se possível, gostaria de saber mais detalhes a respeito.

    Abraço
    Vinícius
    vsantos1985@gmail.com

     
  • At 4:29 PM, Blogger Emerson said…

    Rod e Ronaldo, eu tenho a impressao que o KL imaginou algo como fez o Barcelona, investindo forte para ter retorno forte.
    Infelizmente, nao somos a Espanha e tampouco estamos na Europa, onde o retorno realmente existiu.
    O atual time ateh estah dando retorno, e dos bons, mas pelos nossos parametros, que sao pobres.

    Nao toquei no assunto "bandidos". Foi um escorregao do MB, tipico, nem vale a pena perder tempo, pelo menos aqui. :o)
    Mas vai render dor de cabeca pra ele.



    Vinicius, ando pensando em algo a respeito sobre o mkt do SP.
    E nao soh o SP...
    Tem muita gente acordando para isso agora.

    Mas a 'loja itinerante' eh um sucesso e o faturamento eh muito bom.
    O acordo com a Warner vai bem, muito bem - e Rod e Ronaldo, o CRF perdeu a assinatura com a WB ao que consta por culpa da Nike, mas nao demora muito vao assinar.

    O melhor marketing, porem, eh sempre vencer, vencer, vencer.

    :o)

     
  • At 5:07 PM, Anonymous Webão said…

    Acho que a crítica ao fornecedor de material esportivo tem relação direta com os valores obtidos pelo São Paulo FC no ano passado, logo após à conquista do Penta Brasileiro. Apesar de ter 'apenas' a 3º maior torcida, o Tricolor recebe da Rbk aproximadamente o dobro do que Flamengo e Corinthians obtém da Nike. Talvez haja uma pressão pela majoração dessa verba... Será que os torcedores dos clubes mais populares do Brasil não são grandes consumidores de produtos oficiais??

     
  • At 6:14 PM, Blogger Roberto C. Limeira de Castro said…

    Oi Emerson! Se você conhece o MB pessoalmente, repasse a sugestão abaixo para ele, por favor:

    Soma os 20 da série A de São Paulo com os 16 da Série A do Rio e se joga no mesmo período, um Torneio Rio São Paulo, das séries A1, A2 e A3 com 12 clubes cada. Isso daria um contrato de TV fabuloso cobrindo os dois Estados de uns R$ 200 milhões, com acesso e descenso.

    Não sabemos quem vai colocar o sino no pescoço dos gatos das duas Federações.

    Quanto à Timemania, pede ao mesmo para entrar em contato com o e-mail do meu Blog, http://www.obrasilnovo.blogspot.com/ que é betoccastro@gmail.com, que tenho um projeto para incrementar os valores da nova loteria por três ou quatro, mas, não posso negociar publicamente, pois, perderia o meu direito.
    Se for complicado, vê se consegue o e-mail do MB e envia diretamente para o meu endereço, pois, o projeto beneficiaria também os demais grandes clubes, inclusive o nosso São Paulo.

    Se der chabu, me comprometo em dar exclusividade de divulgação, em primeira mão, através do seu Blog e quem sabe faremos uma parceria comercial entre os dois Blogs.

    O comentário não precisa ser obrigatoriamente liberado.

     
  • At 6:24 PM, Blogger Rod Molina said…

    webão,
    supondo que o torcedor do Flamengo fosse o maior consumidor de produtos oficiais de seu clube entre todos os torcedores de todos os clubes do planeta, se ele quiser comprar uma camisa oficial do Flamengo aqui no Rio, ele encontrará dificuldades. Tanto na boutique do clube quanto em lojas pelas ruas e nos shoppings. E o pior, faltam uniformes para os atletas do clube. E a falta é do fornecimento da própria Nike.

    Não sei sobre o Corinthians, mas o que eu escuto falar é que a Nike também anda vacilando por lá. Portanto, o problema não está com os torcedores.

    Esse contrato com a Nike é mais uma Herança da administração Edmundo Santos Silva (toda vez que falo o nome desse sujeito, bato na madeira 3 vezes, toc, toc, toc, cruz credo!)

    abraço.

    Emerson não sei no que a Nike interferiu nesta perda do contrato com a warner. Vc sabe? Me conta.
    O que eu sei é que essa notícia me enoja.

    Xô Nike! Fora do Flamengo!

     
  • At 6:39 PM, Blogger Emerson said…

    Rod, o Corinthians reclama dos mesmos problemas que o Flamengo.
    Tenho a impressão, desde o ano passado, que a Nike teve e tem problemas internos de gerenciamento dessas duas contas. Nada disso é normal, muito menos aceitável, não importa o tamanho do cliente.

    Sobre o lance com a Warner, o que eu li ao de ano fiscal.

    A Nike e o Flamengo náo tem falado a respeito.



    Roberto, a idéia para um Rio/SP é atraente, assim como a qeu o Alberto Helena apresentou ontem, no Arena.

    Não conheço o MB, a forma de contato com ele seria via site oficial do CRF.

     
  • At 10:47 PM, Blogger Daniel Frediani said…

    Emerson,
    Sou jornalista de Salvador e mantenho um blog futebolístico por aqui. Confesso que apenas dei uma olhada superficial no seu, mas só as pequenas coisas que vi me agradaram e prometo virar visitante assíduo da sua página.
    Se puder, visite o meu e dê sua opinião. Críticas sempre são bem vindas!
    www.molhandoacamisa.blogspot.com
    abraços

     
  • At 1:34 AM, Blogger Daniel F. Silva said…

    E em relação à Seleção? A Nike também anda tendo problemas de fornecimento?

     
  • At 8:26 AM, Blogger Emerson said…

    Obrigado, Daniel Frediani, vou ver sim.

    Daniel Silva, a CBF náo reclamou da Nike sobre isso. Parece, e pode ser mera fofoca, que houve atraso com alguma sub-qualquer-coisa.

    O problema da CBF com a Nike chama-se dinheiro. A recente investida sobre a seleção francesa e o valor do acordo feito com eles, várias vezes maior do que esse existente com a CBF, deixou o Ricardo Teixeira mais do que irritado, revoltado.

    Eu mesmo acho que o valor que a Nike paga à CBF já é pequeno, pois o mercado mudou muito desde a assinatura do contrato, há vários anos. Mas o valor de mercado francês é alto, talvez maior que o brasileiro, pensando pelo lado de quem vende camisas e quer ver sua marca exposta para centenas de milhões de potenciais consumidores.

    Além da pirataria na França e resto da Europa ser bem menor que aqui, quase nada, e os preços muito mais altos, a França disputa Eurocopa e Classificatória européia, ou seja, tem audiência de peso em grandes mercados consumidores.

     
  • At 12:39 PM, Anonymous Anônimo said…

    Emerson, boa tarde.
    .
    É a terceira vez que acesso o seu blog e hoje senti a necessidade de comentar.
    .
    Sobre o MB, assisti à entrevista dele no Arena. Tenho alguns pontos divergentes sobre uma espécie de flexibilização do futebol e a entrada de capital empresarial em massa prejudicando a nossa paixão pelos nossos clubes do coração.
    .
    Enfim, tenho um ponto de vista meio saudosista e tenho receio dessa flexibilização para que os clubes se transformem em sociedade empresária, além de um possível prejuízo aos pequenos clubes e estados sem tradição no futebol.
    .
    No arena ouvi o MB falando alguma coisa sobre isso. Já que vc se interessa por esse lado empresarial e publicitário e sabe tudo dos bastidores do futebol, queria saber qual é o tipo de personalidade jurídica empresarial que os Clubes brasileiros possuem? Devem possuir alguma, pois, pelo que sei, são passíveis de falência.
    .
    A minha dúvida é se os clubes hoje são considerados como profissionalmente voltados à atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços, de acordo com o Direito de Empresa.
    .
    Se não são considerados dessa forma, o que impede o MB transformar o Flamengo em sociedade empresária, já que ele parece tão animado com tal sociedade?
    .
    Grato pela atenção
    .
    Um grande abraço, Motta.

     
  • At 2:43 PM, Anonymous Anônimo said…

    Emerson, tudo bem? Sou freqüentador assíduo do blog do Lédio e sempre apreciei muito os seus comentários. Achei interessantes as suas reflexões a respeito da entrevista concedida pelo Marcio Braga no Arena.

    Acho que algumas questões suscitadas por ele são relevantes: por exemplo, o fato de que, na Europa, quem comanda os clubes são executivos de carreira, pagos para fazer essa administração.

    Sobre os números acerca da torcida do Flamengo, acho que fica difícil dimensionar o tamanho da Nação Rubro-Negra. Já viajei para muitos lugares deste país, alguns até inóspitos e o que sempre me impressionou foi que, onde quer que eu estivesse, tinha um Rubro-Negro perto. Fosse no Paraná, em São Paulo, na Bahia ou em Santa Catarina, em Minas, no Espírito Santo, ou em Mato Grosso do Sul, sempre tem um Urubu.

    Abraços e parabéns pelo blog.

    Luiz Eduardo.

     
  • At 12:09 AM, Anonymous Anônimo said…

    Este comentário foi removido por um administrador do blog.

     
  • At 7:48 AM, Blogger Emerson said…

    "Emerson,
    Acho que vc não sabe quem é esse sujeito. Como vc pode admirar um aproveitador como o MB?
    Todo mundo aqui no RJ sabe o caráter desse senhor..."


    Este foi o começo do comentário anterior. Precisei deletá-lo em função do que seu autor - que não identicou-se - escreveu no final.

    O administrador de um blog é responsável por tudo que o mesmo contém, mesmo que escrito por um comentarista, identificado ou não.

    No caso do MB, até mesmo torcedores de seu time criticam-no, não só por atos administrativos à frente do clube, pelo que se pode depreender. Eu, particularmente, não duvido, mas tampouco acredito em tudo. Sem querer ficar em cima de um muro hipotético, porém, preciso falar a respeito dele e do que ele faz que a mim interessa particularmente, como torcedor e consumidor do "circo" do futebol, ou seja, preciso falar dele como presidente do Clube de Regatas do Flamengo. Nesse plano, e posso dizer que somente nesse plano, gosto dele, embora com algumas críticas e algumas passagens ao largo. Gosto, basicamente, por concordar com algumas de suas idéias para o futebol e por achar, com base nas informações que tenho, que recebo via diferentes mídias, que ele faz uma gestão razoável à frente do clube.

     

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