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sexta-feira, março 14, 2008

S.Excia., o Embaixador da Libertadores



O Rei agora é Embaixador, mas sem perder a majestade jamais.

A presença maciça de jornalistas de todos os tipos de mídia é a comprovação, como se fosse necessária, dessa verdade. Ao final da entrevista coletiva, um muro sólido e compacto ergue-se em torno do Rei do Futebol. Quando ele se movimenta, o “muro” movimenta-se junto, e só um garçom com muita presença de espírito e agilidade evitou o desastre que teria sido o choque do “muro” móvel com uma mesa onde mais de 200 copos e taças estavam arrumados, aguardando para serem usados. Mesmo de raspão, o choque levou algumas finas taças para o chão. O “muro”, impávido colosso, nada sentiu, nada percebeu, pois o “muro” é todo olhos e ouvidos para o Rei.

Rei do Futebol só existe um e um só, Pelé. Informação redundante, pois estou certo que todos já sabiam sobre quem eu falava.



Embaixador Santander

O Banco Santander apresentou hoje, em São Paulo, Pelé como seu Embaixador na Copa Santander Libertadores.

Seu carisma, aparentemente eterno, vai ajudar ao banco a consolidar sua marca por toda a América Latina, onde já é a maior instituição financeira na somatória dos países. No mundo, é o sétimo, mas como disse Don Emilio Botín, seu presidente mundial, já está brigando para vir a ser o maior banco do mundo. Em seu discurso, Pelé declarou-se pronto a lutar por isto, lembrando que só jogou em times campeões, para alegria dos muitos diretores do Santander presentes ao evento.

Gostei de ver isso: o presidente mundial de uma empresa do porte do Santander, acompanhado por meia dúzia de seus principais diretores, prestigiando um evento ligado à Copa Libertadores de América.

Sem dúvida, é mais que justo acrescentar-lhe o Santander.

O banco dá enorme importância à Copa, como esse blog destacou desde antes da assinatura do contrato de patrocínio, e isso é muito positivo para o torneio, portanto, para o futebol latinoamericano como um todo.

Cabe destacar que o Santander é um dos maiores empregadores dessa imensa região, com nada menos que 65.000 funcionários do México à Argentina, sem contar, ainda, com os milhares de funcionários do recém-adquirido Banco Real.

Emilio Botín destacou em suas palavras o prazer de vir ao Brasil num momento como esse, em que uma crise de porte ronda os grandes mercados mundiais, a começar pelos Estados Unidos, onde originou-se e ameaça crescer. Segundo ele, “venir al Brasil es una injeción de otimismo... y dinamismo”. Disse mais Don Emilio, que o Brasil “será o último país a ser afetado por uma crise, pois o Brasil hoje é uma fortaleza e está preparado” (para enfrentar turbulências externas). Suas palavras podem ser protocolares, mas não deixam de ser agradáveis, mesmo porque por mais protocolares que sejam, são verdadeiras em boa parte, talvez na totalidade, apesar dos muitos problemas que vivemos.

(Essa estabilidade econômica é parte da “herança maldita”... nota do Editor.)

E o futebol só tem a ganhar com economia estável e mais ainda com renda melhor distribuída.

Pelé falou sobre o futebol brasileiro, mas para suas palavras vou abrir um post exclusivo. O Rei merece.

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