Um Olhar Crônico Esportivo

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quinta-feira, março 13, 2008

Entrando no terço final...

... do campeonato, três dos quatro grandes do futebol paulista ocupam a 2ª, 3ª e 4ª colocações. “Se” o Paulista terminasse hoje, o líder Guaratinguetá completaria o quarteto com o Trio de Ferro para a disputa do título.

Mas, há pouco mais de um mês, não era esse o cenário, longe disso. Sabem os leitores que esse Olhar Crônico Esportivo não dá muito valor aos campeonatos estaduais, principalmente quando tomam para si 23 datas de um calendário já apertado e, para os bons times, massacrante – sim, para os bons, porque eles jogam muito mais que os ruins e medíocres. Entretanto, eles existem e são disputados intensamente, movimentando paixões e gerando tensões logo no início da temporada, justamente quando elas são mais daninhas que motivadoras, com os times vindo de férias e seus atletas trabalhando para recuperar o ritmo de competição em sintonia diferente dos atletas de equipes menores. E foi tendo isso em mente que esse tema, o Campeonato Paulista, foi abordado várias vezes nesse Olhar Crônico Esportivo:

- “Cobranças prematuras” em 30 de janeiro;

- “Cobranças prematuras – Parte II” em 1º de fevereiro;

- “Amontoados de jogadores” em 7 de fevereiro;

- “Luz no fim do túnel ou só coincidência?” em 11 de fevereiro.

O tom geral nos posts era sempre o mesmo: as críticas e cobranças eram prematuras e exageradas. Nesse período de duas semanas coberto pelos posts mencionados, entre o final da 4ª rodada e da 8ª, as críticas ao desempenho das equipes avolumaram-se. Para os críticos, todos estavam mal, e talvez só um, o São Paulo, viesse a terminar a fase classificatória no G4, ressalvando-se, claro, que também ele vinha jogando mal, abaixo das expectativas, etc.

O Santos de Leão já era dado como rebaixado por muitos.

O Palmeiras de Luxemburgo sofreu três derrotas consecutivas.

O Corinthians de Mano só empatava.

O São Paulo de Muricy não convencia ninguém.

Desde então, vieram os jogos da Libertadores para Santos e São Paulo, a Copa do Brasil começou, mais rodadas foram disputadas, e hoje terminará a 14ª rodada, restando,então, somente cinco para o final da fase de classificação.

O Corinthians é o vice-líder, com o São Paulo em 3º, mas com mesmo número de pontos, e o Palmeiras é o 4º colocado, apenas um ponto atrás. O Santos está mais atrás, no meio da tabela, mas já não flerta com as últimas colocações e vem demonstrando um crescimento consistente no gramado.

E o que levou a isso, a essas mudanças de posições e humores?

Tempo e trabalho, simplesmente.

Tempo para os atletas irem adquirindo melhores condições físicas e para o treinador ter mais do que já era necessário: trabalho. Não há milagres.

Curiosamente, dos quatro grandes o que parece, ainda, em pior situação é justamente o São Paulo, o que sempre esteve melhor colocado que os demais, exceto nas duas últimas rodadas, talvez por ser a equipe mais cobrada e, não por coincidência, a mais afetada por contusões e suspensões, além de ter sido a que mais perdas de titulares sofreu na “janela de inverno”. Ao São Paulo talvez falte, hoje, paciência por parte de seus críticos.

Apesar disso, a vitória sobre o Barueri ontem à noite foi boa, menos pelo resultado e muito mais pelo futebol de Carlos Alberto, que jogou 90 minutos e mostrou que poderá ser importantíssimo para a equipe, e pela volta de Dagoberto em excelente forma, criando jogadas, indo para cima da boa defesa do Barueri com habilidade e velocidade. Ao lado deles, um Adriano brigador, disputando bolas, ajudando a equipe e sendo o personagem decisivo para que Borges marcasse os dois gols.

O Palmeiras, sem Valdivia e Diego Souza, virou um jogo dificílimo contra a então vice-líder, a Ponte Preta, em pleno Parque Antártica. Vitória convincente por 2x1, que deixou a torcida animada e confiante na presença no G 4.

O Corinthians venceu um jogo encruado em São José do Rio Preto, contra o Rio Preto que melhorou bastante nas últimas rodadas e deu muito trabalho ontem. O time de Mano parece já ter se “encaixado”, e evoluiu de forma muito consistente, um processo ainda em curso.

Essa, por sinal, é a tônica do Trio de Ferro e mais o Santos: são times em evolução, com muita coisa para melhorar, mas, o que é importante, com plenas condições de melhorar, pois todos eles têm atletas e estrutura para isso. Como estamos em meados de março, a menos de dois meses do início do Brasileiro, na metade da primeira fase da Copa Libertadores e entrando na terceira e última parte da fase classificatória do Paulista, essa, parece-me, é a situação ideal: times em evolução.

O ano promete.

Mas os críticos ainda não calaram de todo suas cornetas.


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1 Comments:

  • At 3:58 PM, Blogger ronaldo derly said…

    realmente emerson os corneteiros sem
    pre estão de plantão querendo a cabe
    ça de alguém,imagine um time vencedor
    como são paulo acontecendo isto,então
    no meu flamengo que não ganha nada
    significativo desde 92 já era para
    terem decapitado todas as cabeças,vai
    entender cabeça de torcedor,um abraço.

     

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