Um Olhar Crônico Esportivo

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terça-feira, outubro 09, 2007

Enfim, o fim de uma era


Alberto Dualib foi tão redundante em tantas coisas ruins, maléficas ao Sport Club Corinthians Paulista e ao futebol, que nada melhor que um título redundante e feio para falar de sua saída, ao menos aparentemente, do mundo do futebol.

Demorou, afinal, 14 anos é tempo demais para uma mesma pessoa dirigir o que quer que seja, principalmente se for o caso de um clube popular, de massa, com muitos milhões de torcedores. Um país, uma cidade, uma grande empresa, um clube de futebol, assim como muitas outras organizações sociais, precisam de democracia e alternância de nomes no poder. Mesmo que os nomes pertençam a um mesmo grupo político, a mudança sempre implicará, por mínimo que seja, num certo grau de arejamento na direção.

Gostando ou não, a velocidade das transformações por que passa o mundo é espantosa de tão alta. Para quem cresceu num outro tempo, essa velocidade assusta, além de espantar. Mudanças tão rápidas não combinam com pasmaceira ou imobilismo em nenhuma direção. Pensando bem, sequer em minúsculas empresas que funcionam na base do “eu sozinho”.

Dos males da Era Dualib, o menor, a meu ver, foi sua permanência à frente do Corinthians. O pior foi a parceria feita com a obscura, até hoje, MSI. Desnecessário falar sobre isso, pois os jornais e revistas, sites e emissoras de rádio e TV cobriram essa associação e seu trágico final – ainda inconcluso – de forma ampla e ao alcance de quem quer que queira mais informações sobre tudo que aconteceu e deve ter acontecido.

Tudo isso foi fruto não só da vontade desprovida de visão de Dualib, mas também da conivência da maioria de seus diretores e, sobretudo, do Conselho Deliberativo do clube, que votou a favor apesar dos muitos indícios, no mínimo preocupante, levantados já no final de 2004 pelos opositores do acordo. Não só opositores, mas também autoridades judiciárias e policiais viam com suspeitas essa empresa de composição societária misteriosa, sede em paraíso fiscal, etc.

Agora, depois do trabalho do Ministério Público e da polícia de São Paulo, secundado pelo da Polícia Federal mais recentemente, Dualib renunciou. Com ele, sai Nesi Curi, tido e havido através de muitas histórias e depoimentos, como o virtual dono das categorias de base da equipe. A renúncia permitiu a realização de nova eleição na noite de hoje. Uma chance de ouro para que o clube se aprume, se arrume, reencontre o caminho de uma direção sadia e o time volte a se posicionar, no campo esportivo, entre os melhores do país.

Dizem, porém, que o favorito de hoje é um candidato com ligações estreitas com Dualib e sua turma.

Será que...


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