Um Olhar Crônico Esportivo

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quarta-feira, outubro 17, 2007

C 13 - Repercussões


O imbróglio do C 13 repercutiu apenas mais ou menos, tanto na internet como na imprensa escrita. Nos programas de televisão, salvo alguma escapada, nada foi falado. Curioso, isso. Um erro de arbitragem gera toneladas de páginas, milhares de horas de rádio e televisão, telas e telas de internet tomadas por comentários, ofensas, ameaças, enfim, todas as reações possíveis a tão grave crime.

Entretanto, a possível definição do que acontecerá com o próprio clube nos próximos anos passa em brancas nuvens, ou quase isso, com parte das pessoas apegando-se a detalhes e perdendo de vista o panorama geral de hoje e, principalmente, dos próximos anos.

Coisas do futebol brasileiro.


Um ponto importante não abordado ontem por esse blog, foi a proposta, também recusada pelos 15 clubes que votaram na Assembléia, de estabelecer o mandato do presidente em dois anos, com direito a uma só reeleição. Esse, por sinal, é o modelo adotado há muitos anos no São Paulo. Prevaleceu a proposta da atual direção do C 13, de mandato de três anos e uma reeleição.


Se Fábio Koff for candidato novamente, e isso é possível, sua vitória poderá representar, com uma possível reeleição, nada menos que 18 anos à frente do Clube dos Treze. Esse é um dos pontos fortes para justificar as propostas dos cinco clubes que estão batendo de frente com a administração Koff.



Negociações isoladas?

Carvalho e Gouvêa descartaram a possibilidade de alguns clubes negociarem seus direitos de transmissão isoladamente, inclusive no caso do Corinthians, como disse o ex-presidente do Internacional e vice-presidente do C 13.

Realmente, essa não parece ser uma grande possibilidade, ainda mais nesse momento. É bom lembrar que só em 2006 os poderosos Real Madrid e Barcelona passaram a negociar diretamente seus direitos de transmissão de TV, mesmo assim depois que o caminho foi aberto de forma pioneira pelo Sevilla.

Todavia, tão logo isso aconteceu, o faturamento com TV dos dois clubes deu um grande salto e ambos fecharam acordos de grande vulto. Válidos por vários anos, e que começaram com 130 milhões de euros para o Barcelona e 140 milhões de euros para o Real Madrid, a partir dessa temporada em curso.

Como comparação, em 2006 o Barcelona recebeu 56 milhões de euros por seus direitos de TV da Liga Espanhola e Copa do Rei. É bom ressaltar que a participação na UEFA Champions League está fora desses valores, que cobrem somente o campeonato Espanhol e a Copa do Rei.

Com certeza, muitos dirigentes brasileiros sonham com algo parecido para seus clubes, mas, aparentemente, esse não é o momento.

As uvas estão verdes, digamos.


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1 Comments:

  • At 8:25 AM, Anonymous Fernando said…

    Os cinco clubes que estão revindicando estão em todo o direito. São Paulo, Botafogo, Flamengo, Cruzeiro e Atlético-MG precisam acabar com o poder de Koff e do Sr. Mustafá Contursi.

    Não queremos uma administração como a do Corinthians, onde o Sr. Alberto Dualib presidiu durante anos o Corinthians.

    Eu gosto do Clube dos 13, achei uma excelente iniciativa, acredito que seja uma forma democrática para resolver certos impecílios, como a distribuição das cotas de TV, por exemplo.

    Mas, o Sr. Koff já ficou tempo demais presidindo o Clube dos 13. Já está mais do que na hora de uma renovação.
    Como bem dito, exemplos como as diretorias do São Paulo, Internacional, etc. deveriam ser copiados e seguidos.

     

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