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quinta-feira, outubro 18, 2007

Timemania mudará em 2010


Vamos relembrar algumas regras da Timemania, antes de falar sobre essa mudança e a importância do marketing de cada time para garantir sua renda ou mudar de grupo, para cima ou para baixo.

A divisão do bolo total apostado será feita da seguinte forma:

- 46% para os prêmios;

- 22% para os clubes participantes;

- 20% para custeio e manutenção do serviço;

- 3% para o Ministério do Esporte;

- 3% para o Fundo Penitenciário Nacional – FUNPEN;

- 3% para o Fundo Nacional de Saúde;

- 2% para finalidades diversas previstas em leis;

- 1% para a securidade social.

O total de 22% destinado aos clubes será dividido em duas partes: 2% para a categoria “Time do Coração” e 20% para distribuição direta entre os 80 clubes participantes, divididos em 4 grandes grupos.

Grupo I – os 20 times que estão na Série A do Campeonato Brasileiro.

Grupo II – os 20 times que estão na Série B do Campeonato Brasileiro.

Grupos III e IV – clubes participantes da série C e outros, selecionados a partir de critérios técnicos e mercadológicos.

Essa parcela de 20% do bolo total terá a seguinte divisão:

- 65% para os clubes do Grupo I;

- 25% para os clubes do Grupo II;

- 10% para os clubes dos Grupos III e IV.

“Time do Coração” – ao fazer seu prognóstico, o apostador poderá identificar o seu “time do coração”. O valor total desses dois por cento, será dividido entre todos os participantes dos Grupos I, II e III, de acordo com o percentual de preferência como “time do coraçao”, premiando, assim, os times que tiverem mais torcedores apostando. Alguns times receberão, portanto, valores bem razoáveis, enquanto outros receberão quantias irrisórias. A cada um conforme o peso de sua torcida entre os apostadores.

Essa é a distribuição básica dos recursos.

Agora, porém, surgiu um fato novo na Timemania, desconhecido ou pouco entendido pela maioria dos participantes: “A partir de 2010, a quantidade de vezes que uma equipe aparecer nas apostas definirá em que grupo de remuneração ele aparecerá", disse Paulo Toncovitch, responsável pelo setor de loterias da CEF, em recente seminário na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Portanto, aparecer mais vezes nas apostas terá outro impacto além de aumentar a fatia no bolo de 2%: determinará se o time do coração do torcedor ficará no grupo em que se encontra ou se mudará de grupo, para cima ou para baixo.

Essa medida, quase com certeza, será muito benéfica para times de grandes torcidas como Bahia, Vitória, Remo, Paysandu e alguns outros, que estão na segunda e até na terceira divisão. Por outro lado, já se configura ameaçadora para muitas equipes que hoje estão na primeira divisão, mas têm torcidas pequenas. Para esses times, principalmente, haverá a necessidade de trabalhar muito bem sua imagem, buscando ampliar sua presença entre os vinte times mais apostados.

João Gonçalves Filho, vice-presidente financeiro do Figueirense, queixou-se dessa regra, até então desconhecida, pois imaginava, como todos os demais, que os grupos da CEF seriam sempre formados pelos participantes das séries A e B do Campeonato Brasileiro. Diante da mudança, ele disse que agora será preciso estudar maneiras de aumentar a força e presença do Figueirense em todo o estado de Santa Catarina, deixando de ficar restrito apenas à região da capital, Florianópolis.

Somente ter torcida grande não será suficiente, se o time se arrastar em campo e os recursos forem administrados como vêm sendo há muito tempo, na maioria dos clubes. Haverá necessidade de trabalho inteligente, sério e planejado, tanto a curto como a médio e longo prazo, mantendo a torcida junto ao time, de fato. Podemos chamar a isso de fidelização do cliente.

Tratar o torcedor como cliente?

Que loucura...

Será?


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1 Comments:

  • At 2:02 PM, Anonymous Paulo Dinis said…

    Emerson, boa tarde.
    Ótimo texto, abrangendo, mais uma vez, assuntos poucos explorados pela mídia convencional.
    Sobre a questão da configuração dos grupos a partir do time dos apostadores, sou contra. Entendo, que mesmos os pequenos/médios fazendo campanhas de marketing ou melhorando a Gestão do clube, não se conseguirá competir com as grandes torcidas.
    A meu ver, o número de apostadores, dentro de um intervalo considerável, será fixo e como o apostador não muda de time, a participação dos times também será fixa. Sendo assim, seria muito possível um clube passar por um caos administrativo e mesmo assim ser premiado com as maiores receitas do Timemania.
    Claro que o time que mais leva apostadores para a loteria deveria ter um benefício em detrimento aos demais, no entanto, o Timemania, que deveria ser uma forma de direcionar os clubes para administrações mais sustentáveis, não cria nenhum incentivo a melhores gestões quando não leva em conta, como deveria, o critério técnico.

    Abraço

     

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