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terça-feira, janeiro 23, 2007

Toronto será a 13ª equipe


A MLS anunciou que a equipe de Toronto, principal centro econômico do Canadá, será seu 13º membro. Até 2010 serão dezesseis equipes disputando a Liga. Um dos pré-requisitos para a venda da franquia é a construção de estádio específico para futebol, dos quais seis já funcionarão no decorrer desse ano, constituindo, sem dúvida, um avanço significativo, com vários outros entrando em funcionamento até 2010.

O DC United foi vendido para um grupo de investidores de Washington, DC, por um valor que superou todos os anteriores em transações dentro da Liga.

O vendedor foi o mesmo grupo que vendeu o time de Nova York para a Red Bull, que começa a investir mais forte no futebol.

Vários contratos de vendas de direitos de transmissão foram assinados pela MLS com grandes grupos de mídia, inclusive a ESPN, que, por sua vez, investiu 100 milhões de dólares em direitos de torneios FIFA para os Estados Unidos em inglês e espanhol. A grande vantagem desses acordos é que as emissoras passam, também, a investir na divulgação do futebol em seu próprio benefício, mas, também, claramente, em benefício da Liga e das equipes.

O Real Salt Lake já anunciou um patrocínio de camisa, modalidade que a Liga recentemente aprovou. O próximo a anunciar patrocinador é o LA Galaxy, time do Beckham.

Dois times europeus, o inglês Crystal Palace e o espanhol Alaves, anunciaram a criação de times americanos na United Soccer Leagues – USL. Na MLS já existe o Chivas USA, “filial” do nosso conhecido Chivas Guadalajara, que disputou as últimas Libertadores.

Em 2007 a MLS promoverá um torneio de verão com 4 equipes da Liga e 4 mexicanas. A expectativa de sucesso é muito grande, graças, principalmente, à forte presença mexicana nas cidades-sede. Eis aí uma grande oportunidade, mais uma grande oportunidade, da qual os grandes clubes brasileiros ficarão fora, graças à estupidez do calendário e à falta de datas para disputar os grandes torneios de verão que, antes, eram só europeus e agora são, também, asiáticos e norte-americanos. Nada, porém, como disputar um bom campeonato estadual, não é mesmo?

Cliff Dempsey, formado na MLS, foi negociado com o inglês Fulham por um valor recorde, juntando-se a mais de 50 jogadores americanos já atuando na Europa. Finalmente, e não menos importante também, os investimentos na formação de jovens jogadores serão incrementados a partir desse ano.

É isso, na terra de Tio Sam o soccer move-se, aparentemente com direção e senso de oportunidade. E a partir de agora as empresas começam a mover-se com os times, em conjunto.

As bases estão lançadas.


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3 Comments:

  • At 2:57 PM, Anonymous Anônimo said…

    Emerson,

    temo pelo futuro de nossos times se a MLS vingar. Porque, com a visão de negócios americana, aliada ao esporte mais popular do mundo, nem a Europa vai poder competir com os salários oferecidos na terra do Tio Sam. Eles começam com aquele pragmatismo de "drafts" para escolhas dos melhores, tetos salarias, etc, e em breve todos os melhores do mundo estarão por lá. O que restará no Brasil? Bom, só posso prever uma coisa: vai se agravar a situação de termos por aqui apenas veteranos em fim de carreira ou adolescentes.
    Será que um dia reagiremos? Não acredito.

    Abs,
    Ricardo CRF

     
  • At 3:45 PM, Anonymous Daniel F. Silva said…

    Depois de uma hipotética adaptação do calendário brasileiro ao europeu, o mais vantajoso, no momento, seria disputar os torneios de verão europeus. Ou fazer como os argentinos, que fazem "torneios de verão" em janeiro, entre os Troneios Apertura e Clausura.

     
  • At 3:49 PM, Blogger Daniel F. Silva said…

    Perdão, "torneios".

     

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