Um Olhar Crônico Esportivo

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terça-feira, setembro 18, 2007

Comentários à toa (meus) & Algumas Respostas


Comentários à toa


Santander x Barclays – o inglês Barclays já estava com a compra do ABN Amro Bank acertada por 91 bilhões de dólares – sim, isso mesmo, bilhões de dólares. Foi quando o Santander, associado ao britânico Royal Bank of Scotland e ao belga Fortis, entrou em cena com a bagatela de 98 bilhões de dólares. Acho que pode se chamar a isso de briga de cachorros grandes.

Por que falo disso aqui?

Porque o campeonato inglês tem o nome oficial de Barclays’ Premier League. Isso ajuda, também, a entender porque o novo nome da nossa Copa Continental será Copa Santander Liberdores de América.

:o)




- A turma que quer porque quer ganhar dinheiro, ou melhor, injetar dinheiro na vibrante economia paulista e paulistana, conseguiu associar o Plano B da Federação Paulista de Futebol – um estádio alternativo ao Morumbi para a Copa 14 – ao Sport Club Corinthians Paulista. Agora, apesar de sequer ter um comando legítimo e sem ligações com a MSI e agregados, o Corinthians, por meio de sua “cúpula” esteve em peso na FPF, recebendo de bom grado o Plano B de presente. Digo, de “presente”...

- O affaire Kerlon x Coelho rendeu-me muitos e maus momentos. Minha imagem, de forma talvez permanente, está ligada à defesa dos brucutus e da violência em campo. Paciência, mas, falar o que? Eu sou apenas mais um seguidor da cartilha que prega contra as “palhaçadinhas” em campo. Uma prova a mais da razão que têm alguns ao me chamarem de troglodita.
:o)

- Hummmmmmmmm... A CONMEBOL designou o uruguaio Jorge Larrionda para apitar Boca Juniors x São Paulo. Bom árbitro, bom árbitro... Mas foi ele que deixou Edinho em campo depois de praticamente tirar Mineiro do jogo final da Libertadores, e expulsou Josué por um lance que, rigorosamente, nem amarelo deveria ter recebido. A suposta cotovelada aconteceu mais na encenação do Rafael Sobis do que no braço (e não cotovelo) de Josué. Enfim, vamos à luta.

- E hoje começa a UEFA Champions League. O que eu mais gosto nas transmissões é a entrada das vinhetas com o hino. Arrepiante. Minha torcida estará dividida, inicialmente, entre Barca, Milan e Fenerbahce, e mais uma simpatiazinha pelo Arsenal.

Fenerbahce? Sim, o time turco onde joga Diego Lugano. Claro que eu torcerei por ele, “El Dios Lugano”, como dizem muitos torcedores tricolores. Mas farei isso não só pelo que ele foi como jogador do São Paulo, mas também pelo que ele é como pessoa. Um cara simpático, atencioso, boa gente, que deve ser excelente amigo. Tive o prazer de conhecê-lo, superficialmente, é verdade, mas esse conhecimento só reforçou a admiração pelo jogador dentro de campo. Boa sorte, Lugano.

Respostas

Carlos Pizatto – outro dia, acho que no Jogo Aberto, comentei rapidamente sobre o Carlinhos Neves. Ele está no São Paulo há sete anos. Nesse período, foram vários os treinadores do clube: Vadão, Nelsinho Batista, Osvaldo Oliveira, Rojas, Cuca, Leão, Autuori e agora Muricy Ramalho. Essa permanência, essa história dentro do clube é essencial para o trabalho de um excelente profissional como ele e toda sua equipe. O preparador físico que, em 1990, preparou o Rogério para o teste de campo que ele fez, está no São Paulo até hoje. Tudo isso é parte da famosa “estrutura e planejamento” do clube. E aí pega um sujeito inteligente, muito bem preparado, que trabalha sério e duro como o Carlinhos e o resultado a gente vê em campo: na hora certa, o time voa em pleno segundo tempo das partidas, quando até adversários de grande categoria e com excelentes equipes de preparação rendem menos que o São Paulo.

Vinicius Grissi – parabéns pelo Marcação Cerrada, que está muito bom.

Não brigue comigo e nem me queira mal pela minha posição em relação ao cabeceio contínuo do Kerlon. :o)

Bom, com relação à questão que você levantou sobre entradas gratuitas no Morumbi: o mesmo ocorre em todos os estádios de São Paulo e referem-se a crianças até doze anos registradas na Federação, que emite uma carteirinha específica. Em tese, sou contra, mas nesse momento que ora vivemos, não me incomoda. Porém, a partir do instante em que moralizarmos de fato o futebol, essas entradas gratuitas, assim como as famigeradas meias-entradas, precisam acabar, precisam ser eliminadas. Como podemos vender carnês da temporada, por exemplo, sem garantia de acesso pleno e irrestrito, a qualquer momento, aos lugares numerados comprados? E como dar esses lugares para “acessos gratuitos”, ainda que de crianças, ou para “meias-entradas”, que apesar de pagarem metade têm acesso ao espetáculo inteiro?

Paulo Diniz – exato! Mauá, Curitiba e Joinville, eu tentei lembrar das cidades e só consegui recordar Mauá. Qualquer hora terei que escrever um post a respeito da penetração do São Paulo por boa parte do Brasil. São muitos os caminhos, além da transmissão de jogos decisivos pela televisão. As escolinhas de futebol associadas via franquia são um desses caminhos.

O novo programa de Sócio Torcedor tem uma categoria para sócios de outras cidades que, sempre que o São Paulo for jogar no local, haverá um sorteio dos ST da região e os premiados poderão visitar a concentração.

Felipe D Bueno – os times do Rio de Janeiro vêm fazendo um excelente Brasileiro. Justamente o teu Flamengo é a exceção, por enquanto, pelo menos, mas não se pode dizer que o time tenha tido um mau 2007. Pelo contrário, voltou à Libertadores e, mesmo tendo saído nas oitavas, como o São Paulo, teve uma boa participação. Eu torço para que o Flamengo volte a disputar as pontas dos torneios de que participa, assim como o Corinthians, pois o futebol brasileiro não pode prescindir da participação em bom nível, pelo menos, dos times que têm as duas maiores torcidas do país. Mas torço para que isso aconteça dentro das regras e com os clubes saneados. Nesse sentido, apesar das críticas e de algumas besteiras (na minha opinião), o Flamengo de MB vem trabalhando bastante para se recuperar. E, parece-me, com os pés bem no chão, o que é muito animador.

Diego Zaniol – o problema gigantesco que eu vejo é que a CONCACAF, como toda confederação, é um centro vital de poder político. E, claro, ao poder político costuma corresponder um certo poder econômico, ao qual costuma corresponder uma certa distribuição e arrecadação de benesses diversas e...

E por aí vai. Por enquanto, eu vou ficar muito feliz se os times americanos entrarem na Libertadores. Quanto antes, melhor.


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7 Comments:

  • At 12:26 PM, Anonymous GIGI said…

    Emerson, eu sinceramente não consigo concordar com você no caso do Kerlon, mais do que isso, realmente me surpreendi com o seu ponto de vista, mas.....respeito e nem vou argumentar.
    (+ ou -)rsrsrsr
    No futsal, o Falcão faz coisas incríveis e "humilhantes" com a bola.
    Adoro ver. Aliás, adoro futsal.
    Masssssss, não gosto dele. Questiono sempre como um jogador de nivel técnico tão elevado, habilidade indiscutível, pode ser capaz de atitudes tão sujas e covardes dentro da quadra.
    Acho que estão criticando o Kerlon de forma muito contundente. Ontem, vendo o Bem Amigos, fiquei impressionada com a animosidade que transparecia a cada resposta do jogador santista. Parecia que ele estava pronto a "quebrar" o Kerlon se o visse. Gostei mesmo foi da declaração do Dadá, craque/perna de pau assumido.
    Gostei de ver dizem o que eu já havia dito, que o risco de desarmar ele com a bola é o mesmo ou menor do que uma disputa de bola aérea por 2/3 jogadores, normalmente feita a todo instante sem que se tenha traumatismos cranianos a cada rodada.
    Quanto aquela colocação de que "o momento" foi quando ganhava, honestamente? Pela atitude de alguns jogadores, burro ele em fazer isso quando está ganhando, deveria fazer quando está perdendo, pois pela reação desenfreada de alguns jogadores, seria um a menos quase sempre,rsrsrs.
    Gostei também de ver falarem sobre o ombro à ombro, mas esqueceram de falar sobre faltas simples e comuns que se vê como puxar camiseta, calção e outras "mas".
    Agora, quanto mais eles repetiam aquela imagem, mais ficava evidente o testempero do Coelho, a violência que ele atingiu o rapaz, e o semblante enlouquecido quando gritou com ele inda no chão.
    Eu hein?

     
  • At 5:03 PM, Anonymous Marcos Haendchen said…

    Emerson, vi uma discussão no jogo aberto, que começou com o fim provocativo.Mas não precisamos comentar esse lado que alimenta alguns selvagens, por isso resolvi postar aqui.Aliás ando ultimamente mais como expectador do blog, do que participante.O fato que nos perguntamos e que a discussão merece, é como essas marcas do futebol brasileiro como Corinthians, Flamengo, idem os demais times do Rio, nem estádios possuem?Claro obviamente através de um pouco de racionalidade, temos a resposta para isso.E de fato todos tem.Somente penso que para ser explorada essa marca em si, através do marketing etc, ter um estádio é um ponto de partida.Quero dizer que eu como dirigente partiria do pressuposto de construir o estádio para depois conjuntamente explorar o potencial da marca , e não como pensam muitos,explorar a marca para ter um estádio.E com que recursos se faz a 1° opção,para quem não tem credibilidade no futebol,perante parceiros sérios? Razoavelmente é uma situação complicada.Pois o estádio, não é somente fonte de renda em jogos, nele você pode perpetuar várias ações de infra-estrutura CTS, que valorizam o clube, e principalmente através do marketing ,como o meu Internacional fez, hoje acumulando 51 mil sócios.Penso o que seria dos clubes gaúchos sem seu habitat?Claro que não é a única fonte de renda, mas é difícil alguém colaborar e entrar de fato em uma campanha arrecadatória sem saber para onde vai esse dinheiro? Aonde serão revertidos os recursos, no estádio? No patrimônio? Para quem tem o empreendimento é fácil responder como São Paulo e Internacional, e mais fácil de engajar rentabilidade ao negócio,mas e para que não tem a prerrogativa de apresentar o patrimônio a se investir?
    Aí torna-se muito mais complicado.
    Desculpe ter me alongado.Um abraço e continue com essa serenidade.

    Marcos Haendchen

     
  • At 10:08 AM, Blogger Vinicius Grissi said…

    Mas é o que eu disse. O número por aí é muito baixo! Me impressionei foi com isto.

    Sobre o lance do Kerlon, já passou da hora de jogador de futebol parar com essa baboseira de ter que provar que é mais homem que os outros, quando alguém faz alguma coisa na frente dos torcedores e das câmeras. Lá fora, no vestiário, a gente sabe o que acontece...

    Valeu pelos elogios ao Marcação Cerrada, e continue sempre visitando lá.

    Abraços!

     
  • At 11:06 AM, Blogger Douglas Heinz said…

    Emerson, em resposta ao seu comentário no meu blog:
    .
    Ontem o Breno (USA) fez um interessante relato no Jogo Aberto sobre o uso de vídeo para corrigir uma lance na NFL.
    .
    Claro, são situações diferentes e esportes diferentes. O Futebol Americano é interrompido a todo instante, o que facilita a adoção do recurso de vídeo. Acho que no futebol não se pode parar a cada lance e esperar uma decisão por vídeo, até mesmo porque quem já assistiu a esses enfadonhos programas esportivos em TV aberta, que ficam 2 horas discutindo um lance, sabe que a imagem deixa dúvida em algumas situações.
    Porém, de alguma forma o vídeo pode ajudar. O desafio é encontrar a maneira certa de utilizá-la, sem atrapalar ou descaracterizar o esporte.
    .
    Em casos de agressão, como o do Obina, realmente a situação é clara e a imagem foi bem aproveitada.
    Pena justa.

     
  • At 11:07 AM, Blogger Douglas Heinz said…

    E sobre o Kerlon:
    Você leu a opinião do Tostão hoje?

     
  • At 10:08 PM, Anonymous Bruno - SPFC said…

    Oi Emerson.
    .
    Só me diga uma coisa: o fato de você não gostar da jogada do Kerlon não o faz um defensor do Coelho, ou o faz?
    .
    Gostando ou não da jogada, não podemos aceitar ou permitir que jogadores com a mentalidade de Luiz Alberto (vide suas infames declarações) continuem a existir.

     
  • At 10:16 AM, Anonymous Paulo Dinis said…

    Emerson, realmente é de se analisar o crescimento da Torcida do São Paulo longe do Morumbi. Gostaria muito de ver um texto seu sobre o assunto, até pq tenho enormes ressalvas sobre o posicionamento do Tricolor para com sua Torcida.
    Abraço!

     

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